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terça-feira, 4 de outubro de 2011

...ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO.




A conversa se embrenhou pelo rumo da memória. Não tinham como escapar, fatalmente um sempre acaba esquecendo algo e vira aquele falar corriqueiro Até que se prove o contrário.

- ...Você sabe, principalmente por ter vivido situação semelhante...

- Pois é e nada me fez melhor do que a conversa que tivemos andando até a sua casa. Não que eu quisesse ouvir alguém ou levar umas tapas naquele momento, mas foi o que me fez parar...

- Opa, qual conversa?

- Não lembra?

- Ora, ora, nunca te disseram que a memória é a faculdade de esquecer?

- Estou falando do dia em que sumi por três dias, depois fugi de você, peguei um ônibus em movimento para não ser seguida e você correu e pegou também... Não lembra?

- Sim me lembro, aff!

- Isso vai para o facebook!

- Mas não esqueça de citar a fonte.

- NUNCA!

Risos de ambas as partes.

- Então você é desmemoriada por natureza. NUNCA esquece! Te peguei.

- Ah, tem coisas que a gente nunca esquece...

- Então somos todos desmemoriados. Mas sendo desmemoriados não podemos esquecer, pois só os memoriados é que se esquecem das coisas.

- Aff, esse diálogo já está virando é conto e daqueles que quem conta sempre aumenta um ponto.

- Já sei, vai se chamar: até que se prove o contrário.

- Que diálogo?

Risos só de uma parte

- Boa, boa, boa. Muito boa mesmo... Ai, o diálogo que a gente só lembra da memória quando se esquece das coisas. Aliás, essa frase é minha.

- Nossa, me perdi...

- Relaxa, só estou escrevendo nosso diálogo em forma de história e espera aí que minha mente está em plena ebulição.

- Aff, Meu Deus, nem quero ver no que isso vai dar... Fui.

Andreia Cunha










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