O ideal não é gritar, não é sufocar e muito menos se desesperar.
O universo não é surdo.
Basta sussurrar-lhe aos ouvidos
Para que sejamos atendidos conforme nossa dignidade.
Porém, onde estão os ouvidos do Universo
Que com sufoco procuramos o atendimento?
Tudo é uma questão de arte: a do falar, a do ouvir
E também a do sentir os sinais que a natureza nos envia
Nós é quem somos os surdos, cegos e mudos
Para a linguagem do invisível
Que com paciência nos ensina
Mesmo que com dor a suave canção
Há que ser sonhador
Há que ser sonhador
Não existe ouvido com forma de ouvido
Não existe boca com forma de boca
Nem corpo humano
Para o Supremo Criador
O que somente existe tem nome
E este abstrato se prefigura Amor











